12 dicas para ter dentes saudáveis

Toda pessoa preocupada com a sua imagem você deseja ter uma dentição em bom estado, mas há que dizer que, apesar de suas boas intenções nem sempre sabe como obtê-lo. Por isso, apresentamos esses passos, expostos de maneira simples, para melhorar a sua técnica de higiene bucal.


Dentes saudáveis, Higiene bucal, Cárie, Dentes sensíveis, Gengivite, Mau hálito


Olhar bonito sorriso representa, sem dúvida, o resultado de levar a cabo bem sucedido e constante programa de saúde em que se conjugam os esforços do paciente com seu médico dentista de família, mas, antes de tudo, é uma meta que qualquer pessoa pode conseguir com um pouco de disciplina, tanto para os benefícios estéticos que implica, como pelo seu impacto positivo na saúde.


Com efeito, quem descuida a atenção para a sua boca tem aparência desagradável, mas corre o risco de sofrer de doenças como:



  • Cárie. Danos à estrutura dental, por acção de microorganismos, mesmo que se alimentam de resíduos de açúcares e alimentos, gerando ácidos como sucata.

  • Dentes sensíveis. Se manifesta quando o paciente sentir dor ao consumir alimentos frios ou quentes, e se deve a que a raiz ou parte inferior do dente fica exposta ao ambiente.

  • Gengivite. Inflamação das gengivas, que sangram frequentemente e doem quando são tocadas. Deve-Se a ação de bactérias e restos de comida.

  • Doença periodontal. Fase avançada da gengivite, que produz inflamação e infecção dos ligamentos e ossos que servem de suporte para os dentes, ocasionando sua perda.

  • Abcesso dental ou granuloma, ou seja, acúmulo de material infectado que é gerado como uma complicação da infecção de um dente que não foi atendida.

Mais ainda, devemos considerar que “vivemos do que entra pela nossa boca, os alimentos e a água que consumimos, por que uma pessoa que não tem dentes saudáveis não pode desfrutar da comida, que é um fato básico para a vida. Além disso, estes pacientes, em geral, mastigam de forma deficiente e passam o bolo alimentar quase completo, gerando indigestão, prisão de ventre e gases intestinais“, explica o dentista Leonardo Carlos Rosas Dubón.


A desatenção da saúde dental pode ser ainda mais grave se levarmos em conta que as bactérias que ficam na boca podem passar através da saliva ou sangue para outras partes do organismo. “Há estudos que comprovam a existência de sítios de predileção para onde viajam os microrganismos, como as articulações ou o coração, onde podem causar muito dano”.


Melhor lhe devolver o sorriso


O Dr. Rosas Dubón comenta que todas estas assustadoras complicações são evitáveis por meio do acompanhamento de 12 pontos que, por sua vez, pode dividir-se em diretrizes de tratamento específico e de prevenção. Dentro das primeiras, que têm o objetivo de erradicar problemas já existentes, menciona quatro:



  • Remoção da cárie. De acordo com o cirurgião dentista, 90% da população tem esse problema, em maior ou menor medida, e é evidente que, se não recebe atenção pode gerar complicações dolorosas. “Até o momento não há pastas ou elixires que removam as cáries, de modo que recorremos ao uso de uma broca, parecida com uma broca que perfura a peça danificada até remover o conteúdo bacteriológico. Há dentes, onde a lesão é tão profunda que chega ao nervo e geram dores muito intensas, por isso que fazemos uma avaliação através de raio x e determinamos se é viável a endodontia”, que é um procedimento em que se remova a parte interna do dente (polpa) para, em seguida, feche-o. Quanto à aparência estética essas reparações, o especialista esclarece que antes era muito difundido o uso de amálgama de metal, que é muito notória, escurece ao dente e cria pequenos canais em suas extremidades, que favorecem a formação de novas cáries. “Agora utilizamos materiais como resina e porcelana, que são fáceis de colocar, aderem muito bem, duram mais tempo e tem a cor do dente”.

  • Tratamentos de ortodontia. Seu objetivo é alinhar os dentes, pois, quando as peças estão “chuecas” ou fora de sua posição normal, provocam alterações na mastigação e deglutição, além de que dificultam a limpeza, favorecem a acumulação de resíduos e geram cáries e mau hálito. O recurso mais empregado “são os brackets ou freios, e o problema que corrigimos com maior freqüência é causado pelo surgimento do terceiro molar ou “dente do juízo’. Devido à evolução do gênero humano, esta peça passa a cada vez mais afastado e representa um problema em 99% da população, pois empurra os outros dentes e faz com que percam a sua posição normal”

  • Correção de hábitos. Muitas maus costumes alteram o estado da dentição, entre eles chupar o dedo, morder lápis ou canetas, cortar cabos ou embalagem com os dentes, fumar e usar pipa. Sem dúvida, a erradicação destas atividades, com a ajuda de um dentista e até mesmo de outros especialistas (como um psicoterapeuta, no caso de que a origem do problema seja emocional ou por controle de ansiedade), contribuir significativamente para evitar fissuras, danos à gengiva e desgaste do esmalte (camada brilhante e dura que cobre todas as peças)

  • Tratamento de doenças em tecidos moles. A atenção de todo o tipo de ferida ou lesão na gengiva, língua ou chorar (interior das bochechas) contribui para a saúde dos dentes, pois todos estes elementos fazem parte da boca, estão em contato permanente e podem trocar microrganismos.

Antecipar-se ao problema


As medidas de prevenção são de grande importância para evitar muitas complicações e, embora as ouvimos em alguma ocasião, infelizmente, não fazem parte da cultura geral do mexicano.


O Dr. Leonardo Rosas as subdivide em duas categorias, locais e sociais, sendo as primeiras aquelas que dizem respeito aos indivíduos:



  • Limpeza mecânica. Refere-Se ao uso de adequada técnica de higiene bucal para eliminar bactérias e restos de comida. “Em termos gerais, nós sugerimos que os pacientes que a escovação é r ealice, durante 2 a 5 minutos, três vezes ao dia; no entanto, não é uma questão de tempo, mas de qualidade, de que se tenha um horário, mas também que se conheçam as características de sua boca e como usar os instrumentos de higiene”. Sem aprofundar em casos específicos, descreve que o melhor varredura de microrganismos é o que oferecem as escovas elétricas com movimento giratório, e que quando não se conta com esse recurso, você deve comprar uma escova normal de cabeça pequena (número 35 ou 40), de mago reto e com cerdas macias e arredondadas. Quando este implemento é muito duro e os movimentos bruscos e inadequados, as gengivas são danificados e se podem criar cavidades nas peças. Em relação ao fio dental, considera-se que empregar um ou outro dos muitos que existem no mercado não é tão importante quanto o uso de uma técnica de acordo com as qualidades da boca, a mesma que se conhece através da visita ao dentista. No entanto, esclarece que “geralmente aconselha-se o uso de fio com cera quando os dentes estiverem muito juntos ou têm imperfeições, que podem quebrá-lo”

  • Limpeza química. Muito ligada à anterior, engloba o uso de massas, enxágue, gel ou spray para eliminar microrganismos nocivos da boca. Os mais comuns na higiene diária, são os dois primeiros, enquanto que os restantes são usados em tratamentos específicos. As pessoas devem ter cuidado ao escolher estes produtos, já que às vezes contêm substâncias agressivas, que podem danificar a boca e dentes. O especialista desaconselha o uso de uma massa desconhecida, ou que ao utilizá-lo gerar irritação, assim como as que são formuladas para fumadores, dentes sensíveis ou antisarro, se você não tiver qualquer um destes problemas. Também não se recomenda o emprego de substâncias como cinza ou bicarbonato, pois “é tão forte que é como se usássemos uma lixa”. Sobre os elixires orais, a opinião de que há muitos tipos e de boa qualidade, mas alguns têm o álcool, o que pode gerar irritação. “Isso é motivo de que as pessoas não use o tempo que indicam as instruções ou que o dilua com água, e por isso não age como deveria”. Assim, sugere que se use um produto que agrade ao paciente, que inclua em sua fórmula um agente antibacteriano (como a clorexidina), e consultar o dentista, para usá-lo bem.

  • Recorrer a revisões periódicas. As visitas ao dentista devem ser feitos a cada seis meses; elas não apenas se analisa o estado das peças dentais ou se resolvem dúvidas sobre técnica de limpeza e produtos adequados para realizá-la, mas que também são realizados tratamentos específicos de prevenção.Os pais devem levar seus filhos a partir dos dois meses de idade, para que aprendam a limpar sua boca antes que saiam os dentes e para que lhes tomem radiografias de controle. Em crianças mais velhas também é importante a assistência periódica, a fim de que se lhes aplique o flúor, um agente que neutraliza os efeitos da alimentação que levam as crianças, “quase sempre excedida em açúcar, o que favorece o aparecimento de cáries”.Entre muitas outras coisas, a visita ao especialista por parte dos pacientes adultos serve para efectuar clareamento de dentes. “Esta é a técnica de limpeza mais profunda que existe, e que você pode fazer a cada 1 ou 2 anos, sempre sob a supervisão do cirurgião-dentista. Os estudos mostram que uma boa saúde bucal é favorecida se este procedimento é realizado pelo menos duas vezes na vida”.

  • Colocação de selantes de fosetas e fissuras. Muitos pacientes não sabem que têm “dentes retentivos”, ou seja, aqueles que de forma natural possuem sulcos que podem ser aninhadas microrganismos. Para eles existe este recurso, que são resinas de aparência estética que se aplicam para criar superfícies lisas nas peças; de acordo com estudos, previnem cáries até em 99% dos casos.

  • Tratamentos de ortopedia dentomaxilar. São aplicadas em crianças em que se detectam precocemente problemas de alinhamento em seus dentes, seja por fatores genéticos (há famílias em que os ossos maxilares, que sustentam os dentes, são mais pequenos) ou problemas como palato, onde a parte alta da boca não se formou por completo durante a gestação.”Em odontologia, considera-se que este tratamento não é corretiva, pois ainda não tiver surgido uma condição como tal, mas que é de natureza interceptiva. A terapia consiste em colocar aparelhos especiais que se adaptam e ajustam conforme cresce o pequeno e graças ao qual conseguimos que os dentes apareçam no seu site”, descreve Rosas Dubón.

Para concluir, o especialista acrescenta três aspectos preventivos de caráter social que podem contribuir significativamente para melhorar a saúde dental:



  • Interesse dos pais para com os filhos. Em muitas famílias, persiste a ideia de que as doenças que se apresentam na primeira dentição da criança, isto é, os dentes de leite, não têm maior importância. É comum que os pais pensem que não tem nenhum caso de levar o pequeno com o dentista por uma cárie, pois em alguns meses ou anos “vai sair outro dente”; no entanto, essa atitude passa por alto alguns aspectos importantes: a) Os dentes das crianças são proporcionalmente mais largas que as de um adulto, de modo que a raiz e terminações nervosas são também maiores. Assim, a dor de dente que suporta um infante é mais intenso. b) Um pequenino que não se erradica a uma cárie na primeira dentição desenvolve com maior facilidade este mesmo problema em dentes permanentes; a razão é que a presença de bactérias nocivas não termina com a perda da peça afetada, mas a desatenção permite que os microorganismos se difundam com maior facilidade e é aniden na língua, carillos e gengivas.c) A criança não aprende a importância de ir ao dentista, pelo que as visitas a este especialista não se tornam um hábito. Também não tem a oportunidade de corrigir falhas em sua técnica de higiene bucal, já que o problema real, que não é o dente com cárie, mas a desatenção, não se combate.


  • Promover a prevenção e o tratamento oportuno. Dizer do Dr. Rosas, no México, tem gerado esforços para difundir a importância desses temas, como a Semana da Saúde Bucal. Infelizmente, tais medidas não tiveram um impacto sobre a população, talvez porque “às vezes queremos que o Governo resolva tudo e não vemos que a avaliação da saúde, tem que se dar nas pessoas, nas escolas e na comunidade; há que fazer maior esforço para informar, mas também por que cada um que resolva suas dúvidas, que são, finalmente, a origem do medo que se tem dos procedimentos odontológicos”.

  • Especialistas dispostos a atender dúvidas. Do outro lado da moeda encontram-se os encarregados de dar atenção aos problemas bucais, mas também de intervir na divulgação de informações sobre a saúde dental.

“Os dentistas, devemos tentar formar bons pacientes e a deixar bem claro como usar o fio dental ou escova, quais são os tratamentos que realizamos, do que as substâncias químicas utilizadas e outras dúvidas frequentes. “Se a assessoria ao paciente e voltamos um pouco ‘dentista’ sabemos que vai agir com mais responsabilidade e que pode transmitir esses conhecimentos a seu cônjuge, seus filhos, amigos e familiares”.


Assim, o Dr. Leonardo Rosas e conclui: “Quando uma pessoa vá ao consultório dental é altamente recomendável que você pergunte, todas as dúvidas que tenha. Se o especialista não lhe dá a devida atenção ou não responde claramente, é muito provável que esse dentista não seja o que lhe convém”.