Alimentos light: em excesso podem causar dano renal

Os produtos de baixas calorias são parte da vida cotidiana, e é possível que os utiliza para manter o peso ideal ou reduzir o colesterol. No entanto, você deve saber que o seu consumo excessivo pode gerar problemas de saúde, devido aos aditivos que contêm.


Alimentos light: em excesso podem causar dano renal


Chamamos aditivo a toda substância, principalmente obtida em um laboratório que é usado durante o processamento de um produto alimentício para dar-lhe um determinado valor em animais não vacinados ou propriedade. Com efeito, esses ingredientes altera as características organolépticas (que são percebidas através dos sentidos) para, por exemplo, um iogurte aromatizado, ressaltar a cor de um doce, adoçar um refrigerante light ou melhorar um processo de conservação.


Assim, estes componentes químicos podem ser aromatizantes, adoçantes (edulcorantes), corantes, emulsionantes (que permitem unir água e óleo) e conservadores, principalmente. Alguns dos mais utilizados são: sacarina, aspartame, conservadores de sódio, benzoato de sódio, ciclamato monossódico, glutamato monossódico), ácido benzóico, borracha, lápis de cera e amido de milho.


“São aditivos , desde o momento em que, de forma intencional servem para modificar as características de algum alimento, por isso que quando você consome o ser humano em excesso e durante um tempo prolongado podem afetar a sua saúde”, afirma Rebeca Castro Leyva, nutricionista e exjefa de Nutrição e Dietética do Hospital Geral de Área 2-A Troncoso do Instituto Mexicano do Seguro Social (IMSS), na Cidade do México.


Perigo latente


A especialista aponta que os riscos destas substâncias são relacionadas com a quantidade de aditivos empregados no alimento, além da freqüência com que são consumidos. Por isso, aqueles que ingerem regularmente estão mais expostos a sofrer efeitos adversos na sua saúde que quem os toma de vez em quando.


“Esses produtos devem ser consumidas com moderação e não são recomendados nas fases de crescimento (infância, adolescência, gravidez e amamentação), já que são períodos em que se requer maior aporte de carboidratos, gorduras e proteínas”, reconhece a entrevistada, que atualmente se dedica à consulta privada e faz parte da associação civil Compaixão, que se concentra em pesquisa e consultoria em temas de nutrição infantil.


A nutricionista explica que em nenhum momento se pode considerar que a inclusão de alimentos light na dieta permite perder peso, pois, se é verdade que contêm, em média, 30% menos calorias, gordura, sódio e açúcares do que os produtos normais, uma baixa ingestão desses componentes pode resultar em hipertensão (pressão arterial elevada), distúrbios gástricos ou disfunção renal.


Desta forma, explica que o rim sobrecarga quando se abusa no consumo de aditivos, já que essas substâncias não são naturais; foram criadas para dar melhor sabor, odor, cor ou consistência, mas o organismo não pode processá-los por completo, porque não está capacitado para isso.


“Na minha prática, eu não recomendo alimentos light como parte dos planos de alimentação, ou para substituir outros produtos naturais ou para consumir na forma comum, devido às cargas osmolares (quantidade de partículas por filtrar) que o rim deve ser processado com os aditivos“, reconhece a entrevistada.


Além disso, explica que muitas pessoas consideram que a sua saúde irá melhorar em caso de consumir apenas produtos light ou sem colesterol, mas esclarece que isso não é verdade e que, inclusive, podem cair em armadilhas publicitárias. Neste sentido, a especialista aponta que a embalagem de alguns pães de caixa tem a legenda “livre de colesterol“, sendo que o pão, por definição, não contém esta substância, pois não é feito com gordura de origem animal. Mais bem, o que o fabricante procura com esta etiqueta é melhorar a percepção de seu produto e encarecerlo.


“É vital que os consumidores saibam que basta tomar maior quantidade de água e fibras através de frutas e legumes para que o nosso organismo se leve o mau colesterol; além disso, desta forma é possível prevenir o aparecimento de câncer de cólon”, aponta a nutricionista.


Recomendações


Rebeca Castro nos dá várias dicas para evitar os aditivos e desfrutar de uma alimentação saudável:



  • Devemos fazer um consumo responsável, não só dos alimentos light, mas de todos em geral. O ideal é ter uma dieta saudável, baseada em produtos naturais e de preferência sem aditivos.

  • Temos que ler os rótulos para saber os valores nutrimentales de cada produto, como quantidade de gordura, açúcar e outros nutrientes. Isso nos permitirá saber se nos convém consumir, ainda mais se se tiver diabetes (elevada concentração de açúcar no sangue), obesidade ou pressão arterial elevada. Também é importante saber que tipo de gorduras contém, e lembrar que devemos evitar as saturadas ou hidrogenadas.

  • Podemos tomar ocasionalmente alimentos light, como em algumas reuniões, onde servem bebidas deste tipo, mas só em tais circunstâncias.

  • Aqueles que já sofrem de algum mal renal devem evitar os conservadores para não danificar mais os seus rins.

  • As pessoas saudáveis devem ingerir 2 litros de água natural por dia, e não substituindo-a por refrigerantes. Infelizmente, devemos lembrar que o México tem o maior índice de consumo a nível mundial por pessoa dessas bebidas, o que foi prejudicial.

  • É importante acabar com maus hábitos alimentares, como comer mal. Por exemplo, há pessoas que comem bolo com um refrigerante light, pensando que com isso não engordarán, apesar de os açúcares contidos no pão ou a maionese.

  • Outro mau hábito por banir é não tomar o pequeno-almoço. Além de que saltar esta refeição faz com que o organismo funcione de forma ideal, passar longos períodos sem comida, favorece o aparecimento de gastrite (inflamação do estômago). O mais conveniente é o de preparar algo em casa, a fim de assegurar a sua higiene.

  • Atualmente contamos com um guia adequado para a nossa alimentação: o Prato de boa comida. Ele nos recomenda consumir maior quantidade de fibra através de frutas e legumes, menos quantidade de cereais e muito menos açúcares refinados.

  • Devemos começar a educação alimentar em casa. Não é suficiente que ele proíba a junk food nas escolas quando a alimentação em casa consiste em refrigerantes, hambúrgueres, pizza e sucos embalados.

  • Sempre será importante favorecer a atividade física constante, 30 minutos de exercício por dia são suficientes.

Finalmente, afirma Rebeca Castro, “no México existe uma norma sobre o uso de aditivos nos alimentos, mas hoje em dia não se aplica com o mesmo rigor que em outros países. Por sorte você está trabalhando neste tema e esperamos que em breve tenhamos resultados positivos”.