Medidas preventivas

Educação sanitária


Uma correta explicação para os pacientes e familiares sobre como se formam as úlceras por pressão e a importância extrema de evitar a pressão sobre as áreas de risco, constitui o pilar básico para a prevenção e o tratamento destas.


É muito importante ressaltar que as úlceras por pressão constituem uma complicação muito séria para aqueles pacientes que devem permanecer na prova realizada pela mesma ou em cadeira de rodas durante um período de tempo prolongado.


Pode afirmar-se que se estas pessoas não colocam um especial cuidado em evitar a ocorrência de ulceraciones, aparece com toda a segurança de uma úlcera por pressão em algum momento de sua vida, agravando o prognóstico de sua doença de origem. Além disso, há que ter em conta que a cura de uma úlcera já instaurada, é um processo lento que envolve um repouso prolongado, atrasando consideravelmente a reabilitação e a reinserção do paciente em seu ambiente social, familiar e de trabalho.


Outro dos motivos chaves, para enfatizar a prevenção, é a elevada incidência de complicações como infecção e sepse, que resultam em reingresos hospitalares, internações prolongadas, tratamentos cirúrgicos e um processo de recuperação mais lenta.


Medidas preventivas


As úlceras por pressão são produzidas em qualquer área do corpo, especialmente naquelas em que uma pessoa deitada ou sentada apoia a sua pele sobre o colchão ou assento, como as proeminências ósseas, onde se aumenta mais a pressão ao ser comprimida a pele entre duas superfícies duras (ossos e colchão). Portanto, podemos afirmar que a causa direta da ocorrência de úlceras é, principalmente, a pressão é mantida durante um determinado período de tempo.


Se a causa direta é a pressão, a forma de evitar o aparecimento destas deve basear-se em não manter apoio contínuo sobre a pele, ou seja, evitar a pressão. Para o cuidado na prevenção de úlceras por pressão, existem vários elementos que são fáceis de usar e de baixo custo, esses materiais são chamados de “pontes” ou “rolos”, os quais evitam o contato direto da pele exposta ao risco com a superfície, permitindo assim uma fácil circulação sangüínea.


Existem diversos tipos de pontes, como as bolsas de água de 3.000 cc, as luvas com água, travesseiros, almofadas e rolos de cobertores ou lençóis. Para usá-los de forma correta, devem estar protegidos com uma tela que evite o contato direto com a pele, já que as pontes de plástico se aquecem ao contato com o corpo e podem causar outras lesões.


As pontes são colocados de acordo com a posição em que se encontra o paciente, como o indicam as seguintes figuras:


Decúbito PronoDecúbito DorsalDecúbito Lateral


Além das pontes, também é importante que o paciente adote a posição sedente solivie seu corpo apoiando-se nos braços enquanto conta até 10, desta forma, a área sacro – coccígea se irrigará e será menor o risco. O uso de pneus ou almofadas em forma de anel está contra-indicado, deve ser o ideal de uma almofada em forma de ferradura.


Outras medidas preventivas:



  • Limpeza de pele e higiene pessoal diária com sabonetes neutros (pH neutro).



    • Aplicação de cremes hidratantes, não gordura.



    • O colchão deve ser confortável e os lençóis limpos, a fim de que a pele não fique em contato com secreções como suor, urina, fezes e restos de alimentos, entre outros.



    • Usar almofadas, almofadas e bolsas de água que distribuídas homogeneamente as pressões e que não sejam demasiado duras. Uma almofada rígido aumentar a pressão sobre a área de apoio, podendo ser a origem do aparecimento de eritema e ulceraciones.



    • Quando possível, pode-se adotar a posição de decúbito prono por períodos, enquanto o paciente permaneça na cama, protegendo os joelhos e os dedos dos pés. Esta posição permite a liberação de pressões da cintura pélvica, área anatômica com maior incidência de ulceraciones.



    • As pessoas que devam permanecer em cadeira de rodas, é importante ensiná-los a tomar uma posição correta que diminua o apoio sobre a região sacro-coccígea e também o deslizamento do assento.



    • A realização de mudanças de postura deve ser rigorosa. Além das alterações formais de posição que são aqueles estabelecidos pelo horário de acordo com as necessidades individuais de cada paciente, o pessoal cuidador deve apoiar-se as mudanças informais, os quais são mudanças simples de posição, em que não é quebrada completamente o paciente, mas que altera algumas posições de segmentos corporais que estão suportando a pressão, como os braços, os cotovelos, os calcanhares, os tornozelos, entre outras.



    • Outro aspecto a ter em conta para diminuir a pressão é a posição da cama. Recomenda-Se que o cabeçalho não estiver em um ângulo superior a 30º, já que induz a uma maior pressão na região sacra, um aumento de dificuldade respiratória nos doentes prova realizada pela mesma e uma flexão/extensão forçada, os músculos da cintura pélvica, com o que se produz um maior risco de contusões musculares. Quando colocar o paciente em posição semifowler, é necessário aumentar também cerca de 20º a parte inferior da cama, impedindo desta forma que o paciente se desloque.



    • A hidratação da pele com cremes hidratantes é uma medida preventiva importante, sempre e quando não se realizem massagens que geram atrito, aumentando o risco de lesões na pele.



    • Vigiar sempre o estado da pele durante cada mudança de posição. Para isso, você deve executar uma inspeção regular das áreas de apoio, onde o paciente pode ajudá-lo com um espelho, monitorando o que não aparece um eritema que indicaria que se chegou ao limite de tolerância da pele à pressão.



    • Uma dieta correta, incluindo um bom aporte protéico, bem como de vitaminas e minerais, será um apoio importante para prevenir a formação de úlceras por pressão e favorecer a cicatrização dos tecidos já danificados.



    • Um humor estável para além do apoio permanente do grupo familiar, são pilares fundamentais para o sucesso da prevenção.